Entrou no carro e começou a dirigir. Não sabia realmente onde queria ir, na verdade, não tinha aonde ir. O velocímetro já marcava 140km/h e as coisas começavam a passar cada vez mais rápido e menos nítidas diante dos seus olhos. Mas isso não o impedia de acelerar cada vez mais. O vento batendo em seu rosto a adrenalina passando por todo o seu corpo, o fazia sentir vivo, como já não se sentia por um bom tempo. Já não tinha mais medo. Mas porque teria? Não tinha mais nada. A vida se encarregara de lhe tirar tudo! Sua família, o amor da sua vida, seu trabalho e amigos, nada o restara, somente o seu carro, este que estava dirigindo.
Sua vida inteira passava em sua mente nesse momento. Perguntava-se o que teria feito de errado para isso acontecer justo com ele. Estava inconformado, pois não conseguiu achar respostas. E isso doía.
2 comentários:
Meu primeiro pensamento após ler: cruzes (tô nude!) A ideia é bacana, me lembra uma conhecida. Ela tem esses "impulsos" vez ou outra. Acho que todo mundo tem, sei lá. Essa coisa de ser enterrado como indigente.. Ain, isso é forte. Deixa a gente com dor na alma.
Tem muito a ver com muitos dos meus impulsos, passageiros. Mas confesso que o final dá uma dor na alma, como diz a Betha...
Postar um comentário